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NOTA DA DIRETORIA: Não à cobrança de metas. É momento de cuidar da própria saúde e da dos outros
16/04/2020

 

Após a decretação da pandemia da CoViD-19 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e decretação de estado de calamidade pública pelos governos, a maioria dos servidores do Judiciário entraram em regime extraordinário de trabalho. Em tese, os tribunais estão funcionando remotamente, isto é, sem trabalho presencial nos fóruns. Priorizou-se o teletrabalho, para que os servidores pudessem realizar as atividades laborais em suas residências, à exceção das “situações imprescindíveis”, que reclamem o trabalho presencial. Essa medida foi adotada a fim de prevenir o contágio pelo Coronavírus.

Alertamos que isso acontece devido à situação da pandemia.

Entramos em uma espécie de regime de teletrabalho forçado, sem a devida preparação. Não é esse tipo de regime de trabalho que defendemos, entretanto, frente ao avanço da CoViD-19, não tínhamos outra opção. Por isso, exigimos que as administrações dos tribunais observem e respeitem a peculiaridade do momento.

A humanidade se encontra em uma guerra sem precedentes, a pandemia está matando milhares de pessoas pelo mundo. Em Nova Iorque, a cidade coração do Capitalismo, pessoas estão sendo enterradas em valas comuns. Somente lá já morreram mais pessoas do que em qualquer país do mundo. Não é demais observar que, em sua maioria, morrem os pobres e negros.

Foi essa situação de pandemia que obrigou  nossos lares, de uma hora para outra, se transformarem em nossos locais de trabalho e também de refúgio. Passamos a cumprir uma nova rotina diária, assumindo novas tarefas. Vimos o espírito de solidariedade ganhar forças, nossas sacadas e janelas se transformaram em tribuna política: aplausos para os profissionais da saúde, em uma noite; vaias e panelaço para o presidente genocida, em outra.

Nessa situação, estamos desenvolvendo nossos trabalhos em casa. Assim, não podemos aceitar que as administrações dos tribunais, em meio ao caos da pandemia, transformem nosso trabalho em uma “gincana” por números de produtividade. Muitos servidores têm reclamando que estão sofrendo pressão. A diretoria do SINDJUFE-BA repudia essa situação. Isso é inaceitável, inadmissível. Não vamos aceitar que sejamos jogados em um coliseu de gladiadores, para saciar os generais que assistem das arquibancadas a nossa “desgraça”.

Nossa guerra é contra a pandemia da CoViD-19, não entre nós mesmos para bater números de produção. Estamos na luta contra o Coronavírus, fazendo nossa parte, mantendo a Justiça em funcionamento. O que exigimos são condições dignas para que possamos exercer nosso trabalho com a tranquilidade e a paz merecida.

Relembramos que a decretação de Plantão Judiciário Extraordinário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é para atender às ações emergenciais. Por isso, reafirmamos que as nossas condições de trabalho, agora mais que nunca, não podem ser preteridas em nome de um selo diamante.

As cobranças dos Juízes, dos Diretores, dos Supervisores, das Corregedorias e das Presidências, seguem os mesmos padrões de antes. Não podemos aceitar. Sempre questionamos a definição de metas pelos tribunais, principalmente sem que exista qualquer diálogo com os trabalhadores: metas impostas de cima para baixo. O modelo de governança privada não serve ao serviço público. Nossas metas devem ter como foco a satisfação do público e do jurisdicionado, e não o preenchimento de planilhas, com registros de recordes de produção. Não devemos trabalhar para satisfazer estatísticas produtivas, não somos máquinas. Portanto, cada um de nós deve ter consciência que, bater metas estatísticas, principalmente neste momento,  não deve ser o nosso foco. Devemos sim, atender aos jurisdicionados, no que é urgente, da melhor maneira possível.

A diretoria do SINDJUFE-BA cobra de todos os “chefes” imediatos, dos juízes, dos diretores e das administrações, mais respeito às nossas vidas. Apoiamos a solicitação enviada pela Fenajufe e a Fenajud ao CNJ, pedindo a suspensão de metas enquanto durar a pandemia (https://bit.ly/2K7QZCF). Estamos acompanhando essa solicitação.

Pedimos que os servidores denunciem ao sindicato pelo e-mail (sindjufeba@sindjufeba.org.br) toda e qualquer imposição de metas e pressões praticadas pelos chefes . Pressão é assédio. Colocar em risco a saúde física e mental dos trabalhadores é crime. Não vamos aceitar!

 

DIRETORIA COLEGIADA DO SINDJUFE-BA